Qual a origem do pneu?

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A origem do pneu tal como o conhecemos nos dias de hoje, remonta ao ano de 1845 quando o engenheiro inglês Robert Thompson registou a patente de um mecanismo que viria a revolucionar os transportes: a roda pneumática, um pneu de borracha que quando cheio de ar absorvia as irregularidades da estrada. Foi uma grande invenção na altura, que tornou as viagens mais confortáveis e os veículos da época mais eficientes. Mas o primórdio do pneu moderno acabou por cair no esquecimento por culpa da falta de jeito que Thompson tinha para o negócio, acabando por não conseguir comercializar o produto.

Quatro décadas mais tarde, o escocês John Dunlop reinventou o pneu de Thomson, ao desenvolver o primeiro pneu com câmara-de-ar para um triciclo do seu filho de nove anos de idade. Para resolver o problema de trepidação, Dunlop encheu de ar alguns tubos de latex, utilizados em medicina, através de uma bomba de ar. Depois, envolveu os tubos com lona para proteger e colocou-os em volta da roda do triciclo.

Após algum tempo, consciente do potencial de negócio que a invenção tinha, Dunlop obteve junto da rainha Vitória a patente do pneu (com o número 10607). Assim, em 1898, Dunlop passou a produzir e a comercializar as primeiras rodas pneumáticas de borracha vulcanizada para bicicletas. A partir daí, o produto propagou-se rapidamente pela Europa.

Em 1985, os conhecidos irmãos Michelin adaptaram o pneu de Dunlop para os automóveis de corridas, descobrindo que não era apenas conforto que eles proporcionavam mas também mais velocidade. Quando a fabricante de pneus Goodyear juntou-se à Henry Ford para equipar os seus modelos de competição, a evolução da roda de borracha cresceu exponencialmente e nunca mais parou, ainda hoje não param de surgir novidades no mercado.

A competição automóvel, entre outros factores, é responsável pela evolução dos pneus. Por serem o elo de ligação entre o carro e o asfalto, o seu desempenho e condição são elementos decisivos para o piloto chegar à vitória. Qualquer técnico de pista poderá afirmar que, por mais potência que o carro tenha, se os pneus não estiverem à altura as hipóteses do piloto chegar em primeiro lugar são improváveis. Na maioria das vezes quem gere melhor o desgaste dos pneus do seu automóvel acaba por tirar vantagem. Para isso acontecer é também necessário uma pressão de ar correcta e uma suspensão correctamente afinada, de modo a permitir que os pneus tenham excelente aderência durante a corrida.

A mesma regra aplica-se aos carros usuais de particulares, por essa razão devemos averiguar regularmente a pressão das rodas e verificar o alinhamento e o estado da suspensão quando colocamos pneus novos.

Tipos de pneu

Cada tipo de pneu tem a sua particularidade, por isso convém definir o uso e as condições de utilidade do seu automóvel para escolher os pneus mais adequados. Conheça os vários tipos de pneus:

  • Pneus de alta performance: Proporcionam grande aderência e segurança. Aguentam altas velocidades. São pneus de grande diâmetro e largura. Possuem um perfil baixo e rodas de 17, 18 19 ou 20 polegadas.
  • Pneus convencionais : São os pneus aconselhados pelos fabricantes de veículos. Possuem diâmetro normal e rodas de 15 ou 16 polegadas. Oferecem conforto e grande durabilidade.
  • Pneus on/off road (uso misto): São pneus direccionados a veículos utilitários, pick up’s e camionetas. Podem ser usados no asfalto e em estradas de terra e são de construção radial.

Formato de pneus

Relativamente ao formato, distinguem-se dois tipos de pneus: pneus com desenho das ranhuras simétrico (bidireccionais e direccionais) e assimétrico: nos primeiros a montagem pode ser feita em qualquer posição, pois as ranhuras sempre ficarão na mesma geometria; nos pneus simétricos direccionais têm um sinal nas laterais indicando o sentido de rotação assim como nos pneus assimétricos. Deve-se evitar mudar o sentido de rotação do pneu ao longo da sua vida útil, caso contrário o material degradar-se-á mais facilmente, por fadiga.

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