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Ford Fiesta Techno

Griffkin | | 21 Comentários | 10690 Visualizações

  • Marca
  • Modelo
    Fiesta Techno
  • Motor
    1.25i Zetec-SE
  • Cor
    Preto Pérola (Pirates Black - Honda)
  • Potência (CV/NM)
    75
  • Utilização
    Diária
  • Quilómetros
    177000
  • Data Matrícula
    01/1997
  • Consumos
  • Urbano
    --.- l/100km
  • Extra-Urbano
    --.- l/100km

Sobre o Carro

Este menino veio-me parar às mãos a meio de Janeiro de 2005. Confesso que mais por necessidade do que propriamente por gosto. Infelizmente tinha mandado o meu Clio 1.8S para a sucata devido a um condutor em contra-mão em plena A8 na noite de ano novo (rica maneira de começar 2005…) pelo que sem carro e com pouco dinheiro no bolso, a escolha tomada foi meramente monetária.
Levantei-o com cerca de 89mil km’s em Alvalade, no stand Moderno, sendo que era carro de serviço (pertença de uma funcionária). O estado em que se apresentava era, a bem dizer, impecável… nem um risco, um estofo descosido… nada. Entre ele e um carro novo só diferia o cheiro e a matrícula com mais uns anos em cima.

Dias depois de o ter comprado achei que lhe havia de curar a “jipose”; uma ida à Rua Andrade Corvo e siga um kit Koni Sport para cima…. ao fim de nem uma semana já lhe tinha mudado o auto-rádio, as colunas (não faltaram as belas ovais na chapeleira mesmo à “recém-encartado”), rebaixado o “bicho”, colocado um belo de um filtro cónico, e a ponteira de escape da praxe.

Chega Agosto deste mesmo ano e começam as “ciganadas”; enganam-se os amigos e vá de trocar pneus e jantes de origem (as mitícas 4 braços) por um mais apetecível “set” em 15 polegadas calçadas com uns belos Toyo T1-S (eram a moda da altura devido à saga Velocidade Furiosa) em 195/45. Entretanto vá de mudar de rádio pois a Sony tinha acabado de lançar um modelo “XPTO”, e como o vizinho tinha… vá de dar uma de invejoso.

Chega o Natal e o “je” decide inventar mais qualquer coisa… porque não pintar as jantes de preto? Siga pois então… e assim entrámos em 2006. Até Junho tudo bem, mas entretanto entram as férias e como não há namorada para sustentar nem casa para pagar, enterram-se as poupanças no belo do carro.
Eixo traseiro da Courier pareçe bem? Assim foi e entretanto vá de mudar também a suspensão. Entram uns deCarbon saem os Koni (embora fiquem as molas deste) pois estava farto da traseira aos saltinhos. Entretanto pneus comidos e vá de meter mais um set de “Toyos”.

Até final desse ano seria mudado novamente o rádio (por um Pioneer DEH-6900 e todas as colunas, agora passando tudo a MTX.

Abril de 2007 e o azar bate à porta… assaltam-me o carro e vá de refazer o som todo…. mais um Pioneer (um DEH-8900MP) e umas DLS Reference 5 na frente, acompanhadas pelas 269 atrás. Entra também o subwoofer MTX Thunder 4500-12 e o belo do Blaupunkt GTA4 a puxar a cangalhada. Começo aqui a perder o estilo “PUNTX*PUNTX” e a entrar numa abordagem mais de Sound Quality.

Em Novembro desse ano a azelhice dá frutos e faço o favor de colocar uma bela duma mossa no painel esquerdo traseiro, mossa essa que ainda me ficou a acompanhar por mais 2 anos…

Entretanto foi um bocado “deixa andar” e ganhei mais umas ligeiras marcas na porta do pendura (fruto da namorada que ao abrir a porta não viu o pilarete…) e outra no guarda-lamas direito devido a um “chega-para-lá” a um atrevido num Opel Tigra…
Mudaram-se as jantes para umas 16″ oriundas de um Peugeot 307 (sim, as de origem.. a furação é igual) e a traseira ganhou uns farolins tipo lexus.

No Natal desse ano mudam-se novamente os farolins, desta vez para uns MHW de efeito branco fumado e entra o escape Yoshimura (de uma GSX-R600)… esse dura até Junho de 2008 pois já não se aguentava o berreiro, e vá de o um vender a um amigo por módicos 50eur durante a concentração tuning de Santarém. Acho que esse dinheiro foi depois gasto na Kikas, mas isso é um outro assunto…

Finalmente em Julho de 2008 decido meter mãos à obra e aqui foi o descalabro total…. tiram-se as mossas, alisa-se a mala, alisa-se o tejadilho, entram novos para-choques, saias laterais, faróis, farolins (lexus de fundo negro), pintam-se também as jantes… e lá vem uma cor marada para colorir o bicho.
Aproveita-se a paragem e montam-se novos travões: desta feita as maxilas de um RS Turbo com discos de 242mm ventilados a acompanhar. Mudam-se os amortecedores (Bilstein B8) e mudam-se as molas frontais.
A barra AA frontal da Sparco, adquirida já em 2007, finalmente é montada de novo.
O motor começa a ser alvo de modificações; entra novo filtro (K&N), uma nova MAF (de um Ford KA 1.3), os injectores de um Mondeo 1.8 e a borboleta de admissão é polida. Salta fora a panela intermédia (silenciador) e é montada uma panela final da Interescapes (essa nunca mais para mudar).
Gastam-se mais umas poupanças e isola-se o carro a poder da tela Dynamat.

Entra-se em 2010 e vá de mudar mais umas coisas… saltam fora os farolins lexus, fumam-se os de origem e assim fica. Coloca-se película em todos os vidros, muda-se a ponteira do escape e colocam-se outras jantes (outra negociata), desta feita umas OZ Superleggera em 7.5J x 15 adquiridas por módicos 100eur (sim, leram bem).
Car-audio leva nova reformulação.

Entretanto temos um amigo armado em Professor Pardal que resolve fazer-me uma barra AA traseira… 9eur de gasto em aço inox e 1 menu super no burger de Arruda dos Vinhos e tá a p*** armada.
“Detuna-se” o motor e fica só o filtro, pois médias de 11 litros começam a pesar na carteira.

Em Outubro novo descalabro… suspensão fora e entrram uns belos de uns coilovers. Nada mais nada menos que uns Bilstein PSS9… outro negócio? Yup…. e dos bons. Mandam-se arranjar e calibrar a taragem à “vontade do freguês”, passa-se uma noite na garagem de um amigo a incomodar os vizinhos com o barulho, e… 2 da manhã; estão ditos montados. A paga pelo serviço? Lá ficou o rapaz como os antigos B8 e as molas Koni pois até tem um carro igual e tudo, calha bem… hehehe.

2 semanas depois, com muito pneu queimado (desta vez uns Yokohama Advan AD-08 que deixaram o homem da casa dos pneus a perguntar “oh chefe, tem a certeza? é que são muito caros e na aí na estrada você come-os num instante) e uma sensação de cabeça à roda devido a curvas em que o pendura só dizia que ia morrer, é tomada a decisão de “take it a step further”.
Manda-se vir um LSD de Inglaterra (pertença de um Racing Puma 1.7) e “assalta-se” uma 307 SW parada à porta da oficina do primo à mais de 1 ano… motivo? Travões traseiros.
Tudo ao sitio em temos um “bomba” de 75 cavalos com auto-blocante e discos às 4.

Infelizmente é sol de pouca dura, e nem 1 semana depois uma operação stop à porta de casa (com contornos um pouco estranhos…) dita a apreensão do meu brinquedo até Janeiro do presente ano…
2 IPO’s B, dinheiro gasto na multa, reboques e afins, além de ter que voltar de meter o carro de origem (ou quase) para conseguir fintar os senhores inspectores do IMTT, deixam-me a pensar se realmente consigo mandar o trabalho de 6 anos para o lixo…

Finalmente com os documentos na mão decido montar tudo de novo e vender o meu companheiro… em Fevereiro é entregue ao novo dono por módicos 1500eur… é o fim da aventura… das curvas a abrir, dos bigodes a BMW’s e afins em estradas de serra… de “pescoços partidos”, para-choques a bater nas lombas, etc, etc…

Resumo de enquanto o tive? Tenho saudades de facto… cosome gasolina que se farta (mesmo!) adora beber óleo quando se utiliza o motor das 5000rpm para cima e o triangulos e sinoblocos eram trocados a cada ano… agora nunca na vida encontrei 1.2 tão racudo quanto este (digamos que acompanhava muita coisa na casa dos 100/120 cavalos e na curvas entre vários diesel conhecidos…) e o comportamento dinamico é simplesmente fabuloso. A direcção é bastante directa, a caixa é um mimo (muito curto o slector, muita gente me pergunto se tinha “short-shift”) e a traseira, apesar de ser algo viva, passa a ser a nossa melhor amiga quando já lhe conheçemos a manhã… quem já tiver conduzido carros tipo 205GTi, 106 Rallye, 306GTI6 sabe do que falo.

Enfim… foi dinheiro bem gasto, embora de facto já estivesse a entrar no exagero (já tinha mais carro do que motor sem dúvida).

Quem não precisar de um carrinho extremamente económico tem aqui uma boa opção. Encontram-se baratos, o motor aguenta tareia que se farta, a manutenção é barata e consegue arrancar alguns sorrisos rasgados quando se adopta uma postura mais “Fitipaldi”… 😉

Aspectos Positivos

  • N/A

Aspectos Negativos

  • N/A

Extras / Alterações

Motor

  • Filtro cónico K&N
  • Supressão da panela intermédia
  • Panela de escape final IE Power
  • Injectores Ford Mondeo 1.8 (Zetec)
  • Borboleta de admissão polida
  • MAF Ford KA 1.3 (Endura)

Audio

  • Subwoofer: Xetec GLS-X10
  • Amplificador: Audison SRx5
  • Fonte: Pioneer DEH-8900MP
  • Dynamat Xtreme nas portas, mala e tejadilho
  • Colunas: DLS Reference 5

Interior

  • Travões traseiros Peugeot 307 SW (conversão para discos)
  • Barra AA inferior frontal OMP (fixa)
  • Barra AA frontal Sparco regulável
  • Coilovers Bilstein PSS9
  • Barra AA traseira artesanal (fixa)
  • Pedais Isotta 007
  • Travões frontais Ford Fiesta mk3 RS Turbo
  • Punho da caixa de velocidades do Xsara VTS
  • Autoblocante RacingPuma (ZF) de 1.5vias
  • Eixo traseiro Ford Courier 1.8 Boss Turbo

Exterior

  • Farois com interior negro (pintado)
  • Capot forrado a carbono
  • Mala alisada
  • Para-choques frontal artesanal
  • Para-choques traseiro com acrescento Iberdesign fribrado
  • Remoção da escova traseira
  • Piscas laterais fumados
  • Saias laterais Iberdesign
  • Remoção dos frisos laterais
  • Tejadilho alisado e antena passada para a retaguarda

Imagens

21 Comentários

  1. Griffkin

    Peço só o favor de apagarem os outros 2 diários de bordo em repetição deste, pois o meu browser “crashou” e criou-os em duplicado por erro. Grato.

  2. Miguel Lucas

    Quase tudo o que podia ter sido feito estava lá, é pena que tenha sido vendido e que tenhas tido aquele azar com a Policia.

    Estava engraçado, só não gosto muito das jantes daquela cor.

    Já agora, fala-nos de performances do carro hehe.

    Vê la se o novo dono não se chateia do carro dele estar aqui.

  3. Griffkin

    Não… quem ficou com ele é conhecido, tanto que até me deu carta branca para ir matar saudades 😉
    Quanto ás jantes… de origem eram cor prata, depois foi o mesmo preto da cor do carro, depois o tal rosa fluor e finalmente o antracite com os raios fumados “1 sim, 1 não”. Experiências 😉
    Em termos de performance posso dizer que em comparação directa com TDI PD110 era igual para igual até cerca dos 120/130 km/h, e que era mais rápido a recuperar em 2ª e 3ª… o mesmo se passou por exemplo contra o 1.6 CRDI da Kia, o 1.8TDDi da Ford… era sempre é ultrapassado em termos de velocidade máxima, agora em aceleração dava cartas. É um motor muito “espigado” já de origem, e com pequenos toques, mais engraçado se torna. Não é um super GTI, mas se não se perder a noção que se trata de um mero 1.2, então é fabuloso… responde muito cedo(em banco tinha o pico de binário, 125NM, cerca das 2200rpm) e aguenta-se bem em alta rotação sendo que acima das 5000rpm tinha um “berro” engraçado. A cavalagem (obtive 81.4cv) era constante entre as 4700 e as 6000rpm.

  4. gynkhana

    Tenho de aprender umas coisas mais para tirar partido do historial!
    Tá fixe pah!
    Sente-se a falta de ver fotografias enquanto descreves as etapas.

  5. Griffkin

    Não experimentei a ver se isto me deixava coloca-las em através de código html, porque pelo meio normal de upload não me deixa mais que 5. Só dos 2 meses que esteve de chapa e pintura existem bastantes fotos…

  6. Griffkin

    No total foi uma mão deles. 5 conjuntos. Há porém coisas que mudaram mais vezes que as jantes, Miguel. Foi uma autêntica máquina “case study”.

  7. J.Queiroz

    Epa este motor é qualquer coisa, gostava que fosse esse a estar debaixo do meu capô =P tiveste aí um projecto interessante, acho que se tivesse a possibilidade faria algo com a mesma filosofia: preparar para curvinhas e rotações altas. Acho que lhe deste um look engraçado =) pena que teve que ir, estou para ver o que vai acontecer ao Astra!

  8. Griffkin

    J.Queiroz, antes de mais orbigado 😉
    Respondendo um bocado ao comentário, de facto não valeria de muito gastar rios de dinheiro no motor, porque por muito trabalhado que fosse, chegar aos 100cv’s (se deixado atmosférico) já implica meter cames e afins, e isso não custa 2 tostões. Cheguei a comprar um motor de um Puma, no caso um 1.7 VCT de 125cv’s para lhe meter,. porém acabei por nunca o fazer e assim vendi o motor.
    Tive noção do carro que tinha comprado, logo peguei no que já era bom para melhorar até ao ponto de saturação…
    A verdade é que mesmo com “falta” de cavalos me dava (e deu a muita gente que me o pediu emprestado) bastante gozo a conduzir. Era bastante seguro (ao ponto de ter tido amigos com carros tão dispares como um Integra e um Volvo S60T5 a ficarem boquiabertos com o que o Fiesta se agarrava à estrada), andava o que tinha de andar, não me dava problemas… logo que mais podia eu querer? lol.
    Quanto ao Astra… não vai ser tão extremo… entretanto com a idade a prioridades mudam 😉

  9. Griffkin

    Ora saem mais umas fotos, entre as quais uma do carro em estado virgem (é fácil… é aquela que há um espaço entre a cava e a roda suficiente para lá dormir ao abrigo da chuva), um teste com umas BBS RS emprestadas, as primeiras fotos depois de lhe ter colocado o kit Koni – o ano e mês estão errados nas fotos, pois estávamos em Fevereiro de 2005 – e a ida a banco na AutoPamplona algures em 2007.

  10. Griffkin

    Não tenho razão de queixa… sempre foram bastante prestáveis comigo, inclusive no dia deste Dyno, em que lá apareci de “para-quedas” e mesmo assim não se recusaram a ir fazer o teste. São um pouco caros, não nego, mas acho que a qualidade do serviço justifica.
    Voltei lá depois para a afinação dos coils e encomenda de 2 pares de semi-slicks, além de umas peças para amigos que costumo ir lá buscar.

  11. zmak

    posso fazer uma pequeba pergunta?

    por kanto é k essa pequena brincadeira de varios anos te ficou ? (provavelmente por uns bons milhares mas uma pessoa investe no que tem e depois acontece como te aconteceu tiveste sorte de nao ficares com o carro em cima de 4 tijolos bem que isso ja me aconteceu)

  12. Griffkin

    zmak, respondendo já tardiamente: entre o valor do carro, dinheiro investido ao longo dos anos… estimo um custo na ordem dos 8000 eur…
    Quanto à experiência envolvendo tijolos, as rodas continuaram lá, mas “aliviaram-no” por dentro conforme diz aí em cima 😉

  13. Griffkin

    Zmak… depende o que consideres alto. Se tiveres em mente que o carro, valor comercial, anda abaixo dos 2000eur… então se calhar é um “mau” investimento. Agora a verdade é que fiz as coisas por gosto, portanto não há remorsos 😉

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