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Fiat Panda 4×4 CLX

nuno_br | | 9 Comentários | 5916 Visualizações

  • Marca
  • Modelo
    Panda 4x4 CLX
  • Motor
    1.0 8v
  • Cor
    Cinzento Metalizado
  • Potência (CV/NM)
    49 cv / 77 Nm
  • Utilização
    Esporádica
  • Quilómetros
    150000
  • Data Matrícula
    N/A
  • Consumos
  • Urbano
    0.0 l/100km
  • Extra-Urbano
    0.0 l/100km

Sobre o Carro

Última actualização: 2013-03-07
  
Quanto mais conduzo este carro mais gosto dele. É surpreendentemente divertido de conduzir e um bom exemplo daquilo que a FIAT faz melhor: pequenos carros práticos e ágeis.
Levem-no por maus caminhos e vão apaixonar-se por ele! Seja pelos montes próximos de casa ou em passeios dentro e fora de estrada num dos cenários mais espectaculares do nosso país – o Gerês – o “pandeireta” nunca me deixou mal.
O seu aspecto básico e datado não é claramente para todos os gostos mas eu acho que tem um certo encanto “rude”!
 
Data de matrícula: 02/1992
Está na nossa família desde 2006.
 
UTILIZAÇÃO GERAL
. A caixa de velocidades é mesmo MUITO imprecisa: as mudanças de caixa não são nada fluídas, particularmente de 4ª para 3ª e de 4ª para 5ª. Mesmo quando está engatada uma velocidade sente-se a alavanca das mudanças com alguma folga o que por vezes leva a duvidar que esteja realmente engatada uma velocidade. Pelo que sei, este tipo de problemas de caixa é mesmo bastante frequente no Panda (normal e 4×4).
. O consumo de gasolina é um bocado alto para um carro tão pequeno, embora eu não tenha números exactos (algo a fazer um dia destes). A culpa é em partes das relações de caixa curtas, que prejudicam os consumos a velocidades maiores sendo que a aerodinâmica (desde as formas do carro à altura ao solo) também não ajudam. Como seria de esperar, com o 4×4 ligado os consumos aumentam.
. O comutador de abertura/fecho de ar para o carburador (“choke”) funciona bem, é progressivo e tem várias posições, o que ajuda bastante no arranque a frio e nos primeiros quilómetros no inverno, altura em que é absolutamente necessário.
. O volante, apesar do seu desenho muito básico e aro muito fino, é na realidade agradável de utilizar proporcionando uma boa “pega” e facilidade de utilização, dentro e fora de estrada.
. O painel de instrumentos e os vários interruptores são simples e estão bem localizados. A única excepção são os controlos do sistema de ventilação, que são demasiados e demasiado parecidos torando a sua utilização confusa. O painel de instrumentos do Panda 4×4 inclui um diagrama do carro com informação e luzes avisadoras localizadas no sítio correspondente da real localização de cada funcionalidade ou componente. Exemplos: faróis, luzes de nevoeiro, combustível, 4×4, etc. Esta versão conta ainda, de origem, com um inclinómetro longitudinal e lateral colocado no topo do tablier ao centro. Não tem, no entanto, conta-rotações.
. O interior é decididamente espartano e o tablier, se é que pode ser apelidado de tal, consiste numa simples prateleira. Não existe porta luvas, e o cinzeiro é uma peça que desliza ao longo da referida prateleira ou que pode ser removida, uma solução decididamente original.
. A “arrumação” debaixo do capot está muito bem conseguida, com fácil acesso aos principais pontos de manutenção, alguns órgãos mecânicos e ainda a roda suplente bem como as ferramentas.
 
CONDUÇÃO FORA DE ESTRADA
. Esta é, para mim, a razão de ser deste carro. A diversão é sempre garantida. É claro que não é um Land Rover Defender ou um Toyota Land Cruiser ou qualquer outro todo-terreno puro e duro da velha guarda mas não anda assim tão longe de proporcionar o mesmo gozo. Simplesmente não tem redutoras, diferencial autoblocante, nem sequer a distância ao solo desses carros (embora o Panda 4×4 seja ligeiramente mais alto que as versões normais). Mas com as suas dimensões muito contidas e baixo peso é capaz de atingir/atravessar sítios que deixariam a “concorrência” para trás.
. O sistema de tracção às quatro rodas (4×4) foi concebido e produzido pela austríaca Steyr-Puch, e inclui toda a transmissão, nomeadamente a embraiagem, caixa de 5 velocidades, eixos de propulsão, eixo traseiro incluindo diferencial e, adicionalmente, os travões. Aqui podem ver um diagrama de todo o sistema: http://tinyurl.com/aje6cbr
. O sistema 4×4 pode ser ligado/desligado através de uma alavanca situada entre a alavanca da caixa de velocidades e o travão de mão. Li uma vez que o Panda 4×4 foi um dos primeiros carros a permitir ligar/desligar o 4×4 em andamento mas não tenho a certeza. Alguém sabe algo mais sobre este assunto? De qualquer modo, isto deve ser feito apenas a uma velocidade muito reduzida, com a 1ª, 2ª ou marcha-atrás engatada. Por vezes é preciso forçar um pouco a dita alavanca, particularmente para desligar o sistema. Além disso, o 4×4 foi concebido para ser usado apenas a velocidades relativamente reduzidas (até 60 km/h) e fora de alcatrão. A utilização do 4×4 em alcatrão seco reduz bastante a manobrabilidade do carro e provoca um esforço desnecessário dos componentes mecânicos. Isto é, aliás, comum a vários todo-terreno.
. A 1ª velocidade tem uma relação extremamente curta substituindo, em certa medida, a necessidade de redutoras. Em estrada é até comum arrancar em 2ª.
. A suspensão à frente é com colunas McPherson, amortecedores telescópicos, molas helicoidais e barra anti-rolamento. Atrás, conta com um eixo rígido tubular, amortecedores telescópicos e feixes de molas semi-elípticas longitudinais, um sistema muito pouco sofisticado. O Panda original (todas as versões) usava este esquema de suspensão, mas em 1986, aquando do primeiro facelift da gama, a suspensão traseira dos Pandas normais passou para uma suspensão independente do tipo Omega com molas helicoidais. No entanto, o Panda 4×4 manteve o velhinho esquema de suspensão para evitar ter que redesenhar todo o sistema 4×4.
. Por baixo do motor existe uma estrutura metálica que funciona como protecção.
. Os pneus originais eram uns Michelin específicos para todo-terreno. Infelizmente, uma vez que estes já não são produzidos e é muito difícil encontrar pneus para todo-terreno destas dimensões (145 SR 13), está actualmente “calçado” com pneus de turismo “normais”, embora até agora estes não lhe pareçam ter tirado muitas das suas capacidades fora de estrada.
 
CONDUÇÃO EM CIDADE
. Não nos podemos esquecer que a cidade é o “habitat” natural do Panda (o carro não o urso) pelo que, obviamente, mesmo a versão 4×4 sente-se em casa neste ambiente.
. É bastante compacto e com as suas formas “quadradonas” e excelente visibilidade em todas as direcções, torna-se uma maravilha para passar em vias mais estreitas ou para arranjar sítio para estacionar.
. É muito ágil e com a sua caixa de velocidades de relações muito curtas, fruto da vocação todo-terreno desta versão, é muito despachado. Acreditem que se mexe no trânsito como poucos.
. A direcção, não assistida, é pesada quando estamos parados e durante manobras mas em movimento torna-se suficientemente leve e agradável de usar, com bastante feedback.
. Este é um daqueles carro em que se sente tudo o que se passa ele, não apenas com a direcção, mas com toda a carroçaria.
 
CONDUÇÃO EM ESTRADA ABERTA E AUTO-ESTRADA:
. Este não é claramente o meio em que o Panda se sente mais à vontade.
. Adorna um bocado em curva, como seria de esperar de um carro tão alto para a sua largura e com uma suspensão pouco sofisticada.
. Este carro não foi concebido para altas velocidades. 125 km/h é o melhor que ele consegue, e se quiserem saber o que é ter medo basta levá-lo a estas velocidades. As referidas relações muito curtas da caixa de velocidades, em particular a última relação e a relação final simplesmente não permitem grande altas velocidades. Basta mencionar que a mudança mais alta (5ª) tem a mesma relação que a 4ª dos Pandas normais (sem 4×4). A aerodinâmica do carro, com o seu desenho “quadradão” também não ajuda muito neste capítulo. Se no meio de tudo isto ainda levarmos 3 passageiros connosco numa subida, então esqueçam completamente o conceito de desempenho.
. Também por causa da fraca aerodinâmica há bastante ruído de rolamento e de vento.
. Embora não seja particularmente confortável, não é tão mau como se poderia pensar. Mas é um facto que em viagens longas se torna cansativo.
. Escorrega um pouco em curva, sobretudo quando se conduz em piso molhado. Tendo dito isto, isso até se torna bastante divertido desde que o condutor esteja concentrado no que está a fazer, porque ele escorrega de uma forma previsível e relativamente benigna. Isto ocorre tipicamente sob a forma de um deslize lateral das quatro rodas e por vezes sob a forma de sub-viragem. Sobre-viragem é uma situação rara.
. Dificilmente (mais provavelmente nunca) será necessário usa o sistema 4×4 neste tipo de estradas, a menos que esteja a nevar ou haja gelo na estrada.
 
CONFORTO
. Um dos maiores factores a contribuir negativamente para o conforto é o ruído. O motor, devido às relações curtas da caixa de velocidades, tem que andar frequentemente em regimes altos. Depois temos também o ruído do vento, fruto das formas pouco aerodinâmicas. Qualquer dia ainda vou medir o ruído em decibéis dentro do carro!
. O espaço é bom para os ocupantes da frente, e embora não seja grande coisa para quem vai atrás, não é pior do que muitos utilitários modernos. O acesso aos bancos traseiros não é difícil uma vez que os bancos da frente deslizam bem para a frente para facilitar a entrada. Do lado do condutor o banco não avança tanto por causa do volante, algo normal em carros de 3 portas. Ainda nos lugares de trás falta apoio para os braços.
. Aparte do espaço, os bancos não são propriamente confortáveis para viagens longas. Facilmente se chega ao destino com dores nas costas e pescoço.
. O espaço na mala é escasso mas com os bancos traseiros completamente reclinados fica-se com uma mala espaçosa, que numas férias já foi com “tralhas” até ao tecto.
. O sistema de ventilação, apesar dos seus controlos confusos, funciona muito bem. O desembaciamento, por exemplo, é muito rápido para um carro sem AC, mesmo no inverno, sendo também bom a aquecer o carro. O seu principal problema é que tem poucas e más predefinições para a velocidade do ar (desligado / forte / muito mais forte), tornando necessário estar constantemente a alternar entre essas velocidades para evitar quer ruído excessivo quer demasiado ar a ser “bufado” para a cara.
. Pessoalmente, gosto do metal exposto (à cor da carroçaria) em várias partes do interior que lhe dão um aspecto mais “rude”, como se pretende num todo-terreno. Contudo isto significa que não há muitas zonas almofadadas, o que o torna mais desconfortável.
. O duplo tecto de abrir em lona dá um ar engraçado ao carro e é bastante funcional. Infelizmente, é uma fonte de ruído a maiores velocidades.
 
SEGURANÇA
. Quanto este carro foi concebido não existia Euro NCAP! Por isso vamos lá ver…
. Segurança passiva:
     . Airbags? Não! O melhor que ele tem são cintos de 3 pontos à frente e atrás. Ah, e os bancos da frente têm encosto de cabeça.
     . Não me parece que em caso de acidente a carroçaria, tão fina, contribua grande coisa para a segurança dos passageiros, antes pelo contrário.
. Segurança activa:
     . ABS? Não! Os travões (discos à frente e tambores atrás) dão conta do recado desde que não se circule a grande velocidade.
     . Controlo de estabilidade? Boa piada. Desengane-se quem ouse pensar no sistema 4×4 como uma espécie de controlo de estabilidade: ele foi concebido para andar em mau piso, o que não é a mesma coisa.
 
FIABILIDADE E PEQUENAS FALHAS
. Deixem-me já começar por dizer que o “pandeireta” nunca me deixou mal.
. O manómetro do depósito de combustível não é de fiar: mesmo quando é abastecido até ao máximo o ponteiro nunca fica muito longe dos 3/4 e quando chega a 1/4 já começa a acender o aviso de reserva. Poderá ser um problema na bóia do depósito ou qualquer outro componente. Ou poderá não ser nada… Porquê? Porque já ouvi vários “Pandistas” a dizer que isto não é defeito mas sim feitio, ou seja, é normal nos Panda. Pelo sim pelo não ando sempre com um pequeno jerrican, não vá o diabo tecê-las.
. A temperatura da água no radiador, pelo menos segundo o manómetro, muito raramente chega a atingir a temperatura normal, ficando quase sempre abaixo. Embora seja melhor do que sobreaquecer, era preferível que passasse mais tempo com a agulha a meio.
. Sem problemas de ferrugem. Está guardado em garagem fechada e quando o carro foi comprado tratou-se de todos os pequenos pontos potencialmente problemáticos.
. O limpa pára-brisas já encravou e soltou-se algumas vezes mas depois de alguns ajustes parece estar OK. Este é um problema comum nos Panda.
. As presilhas dos tectos de abrir devem ter encolhido porque já não é fácil (quase impossível) prendê-las nos seus suportes, o que torna difícil manter os tectos abertos a velocidades mais “altas”. Não é propriamente um problema, mas era porreiro que isto funcionasse bem, pois com ambos os tectos abertos fica quase um descapotável 🙂
. Falta um dos fios e plástico que segura a chapeleira, o que não impede que esta suba normalmente quando se abre a mala. Tenho que ver se arranjo um conjunto para o pôr impecável.
 
EQUIPAMENTO
. Tem um leitor de cassetes.
. É só isso.
. A sério, é só mesmo isso.
 
ALGUNS FACTOS INTERESSANTES SOBRE O FIAT PANDA
. Lançado no mercado em 1980 e produzido até 2003, com apenas ligeiras alterações, tornou-se um dos pequenos carros com maior longevidade. Durante esse período foram fabricados quase 4,500,000 de exemplares.
. Desenhado pelo famoso designer Giorgetto Giugiaro, ficou em 2º lugar na competição para Carro Europeu do Ano em 1981. É claro que ele não desenhou um super-carro. A ideia era antes conseguir um carro funcional, um carro com dimensões exteriores muito limitadas mas com dimensões interiores máximas para pessoas e bagagens. Daí resultou o “bloco” que é o Panda e que com certeza não consegue grandes proezas no túnel de vento!
. Foi concebido como um pequeno utilitário económico de fácil utilização e manutenção, na mesma linha do Renault 4 ou Citroen 2CV, ou seja, um automóvel para as massas. Embora tenha evoluído ao longo dos seus 23 anos de carreira, manteve-se sempre um carro simples e barato. Teve 2 “grandes” facelifts ao longo da sua vida, o primeiro em 1986 e o segundo em 1991
. Para atingir o objectivo indicado acima recorreu-se a uma série de pequenos “truques” como por exemplo: utilizava uma série de componentes já existentes no grupo Fiat (como por exemplo do Fiat 127); a suspensão atrás era de feixe de molas; todos os vidros, incluindo o pára-brisas, eram lisos tornando mais barata a produção e substituição e tornando ainda intercambiáveis os vidros das portas, os próprios painéis da carroçaria eram também todos praticamente lisos.
. O Panda Mk1 além de ter bancos de lona, contava com um banco traseiro que se transformava numa cama!!! Que eu saiba, há muito poucos desses cá em Portugal. Aliás, já não deve haver muitos sobreviventes no mundo inteiro, quanto mais em bom estado…
. Foi, em 1982, o primeiro modelo da Fiat a ostentar o então novo logotipo das 5 barras diagonais prateadas, substituído só em 1999 com a chegada da segunda geração do Punto.
. O Panda 4×4 foi lançado em 1983, também com base em dois protótipos de Giugiaro – Strip e Offroader (http://www.carstyling.ru/en/car/1980_fiat_panda_4x4_offroader_strip/). Foi o primeiro pequeno carro de produção com motor transversal e tracção às quatro rodas e é considerado por muitos, juntamente com o Citroën Méhari 4×4, como um antecessor de SUVs como o Renault Scénic RX4 (cujo sistema 4×4 também foi concebido pela Steyr-Puch), Honda HR-V 4WD, Dacia Duster 4×4, Nissan Juke AWD, Skoda Yeti 4×4, entre outros, mas todos comparativamente mais caros.
. Em 1987 foi lançada uma edição especial e limitada do 4×4, o Panda 4×4 Sisley. Este modelo, concebido em colaboração com a Sisley (marca de roupa e artigos de moda, do grupo Benetton) distinguia-se pela pintura metalizada em cores, inclinómetro, tecto de abrir, jantes pintadas de branco marfim, grelha no tejadilho, jactos lava faróis, entrada de ar no capot, estofos e outros acabamentos interior específicos e emblemas Sisley. Originalmente limitado a apenas 500 unidades, devido à sua popularidade acabou por se tornar num modelo permanente no catálogo do Panda até 1991, e alguns dos seus equipamentos tornaram-se opcionais do Panda 4×4. O Sisley é ainda hoje o modelo mais procurado entre todos os Panda.
. Em 1990 foi lançado uma versão eléctrica, o Panda Elettra. Como outros eléctricos da altura teve muito pouco sucesso. Porque será? Tinha apenas 2 lugares (os de trás eram ocupados por baterias), era demasiado pesado (cerca de +450 kg que o Panda a gasolina), tinha pouca potência (cerca de 22 cv), a sua velocidade máxima era de 70 km/h, tinha pouca autonomia e, fatalmente, era caro.
. Desde 1980 que o Fiat Panda tinha um irmão gémeo espanhol, o Seat Panda. Quando em 1986 a Fiat e a Seat terminaram a sua relação, este transformou-se no mais conhecido Seat Marbella, altura em que deixou de receber as actualizações do Panda. O modelo da Seat nunca foi tão apreciado quanto o da Fiat mas tornou-se popular em Portugal, e não só, com o Troféu Marbella.
  
PONTUAÇÕES (1 a 5):
. Potência: 1/5
. Comportamento: 3/5
. Consumo: 2/5
. Travões: 3/5
. Segurança: 1/5
. Estética: 3/5
. Preço: 4/5
. Custos de manutenção: 4/5
. Fiabilidade: 4/5
. Lugares à frente: 3/5
. Lugares atrás: 2/5
. Espaço interior: 3/5
. Capacidade de carga: 2/5
. Equipamento: 1/5
. Visibilidade: 5/5
. Carro de família: 1/5
. Viagens longas: 1/5
. Utilização diária: 4/5
. Estacionar: 4/5
. Conforto: 2/5
. Barulho no interior: 2/5
. Todo-terreno: 4/5
. GERAL: 4/5
  
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
. Motor: 999cc FIRE – 4 cilindros em linha – 8v
. Potência: 49 cv @ 5500 rpm
. Binário: 77 Nm @ 3500 rpm
. Posição do motor: Frente transversal
. Rodas motrizes: Tracção à frente com tracção integral comutável
. Transmissão: Manual 5 velocidades
. Peso: 790 kg
. Relação peso/potência: 16,1 kg/cv
. Rodas: 145 SR 13 – actualmente com pneus de turismo. Originalmente equipado com Michelin 4×4, que já não estão disponíveis.
 
DESEMPENHO:
. Velocidade máxima (anunciada): 130 km/h
. 0 a 100 km/h (anunciada): 17.3 s
. 0 a 1000 m (anunciada): 38.0 s

Aspectos Positivos

  • Capacidade todo-o-terreno muito para além do que a maioria imagina.
  • Tem pinta!
  • Ágil e despachado na cidade.

Aspectos Negativos

  • Segurança é coisa que quase não existe!
  • Viagens grandes podem tornar-se cansativas, em boa parte por causa do ruído.
  • Caixa de velocidades muito pouca precisa.
  • Não é propriamente contido nos consumos.

Extras / Alterações

Motor

  • N/A

Audio

  • Rádio com leitor de K7

Interior

  • Inclinómetro

Exterior

  • Grelha no tejadilho
  • Jactos lava faróis
  • Duplo tecto de abrir

Imagens

Vídeos

9 Comentários

  1. Joãomelo

    Deve ser super divertido andar com isso no monte não? Adorava experimentar…
    As fotografias estão fixes! As que mais gostei foram aquelas em que está ao lado do Pajero branco (salvo erro) e que dá para ver e comparar bem o pneu xD

    Um abraço 😉

  2. H-h

    Grande maquina . Andei a ver se comprava um , mas só encontrei 2 muito mal tratados (corroídos por causa do sal ) , e acabei por comprar o mitsu Pinin . Se puderes vê se encontras os pneus TT , as jantes em ferro não são muito caras (e assim podes trocar rapidamente entre conforto/TT) , e vais evitar ficar atolado por falta de tração e diferenciais bloqueáveis . A situação de ligar e desligar o 4×4 em andamento também é possível no meu pinin , o manual recomenda até uma vel. max de 40km/h , em 4×4 também perco velocidade de ponta , não passa dos 185km/h . fiquei surpreendido pela falta do conta rotações .

  3. nuno_br

    De facto aparecem muito Panda 4×4 à venda, mas poucos estão em bom estado. Além dos TT puro e duros como o Defender, etc., gosto muito dos chamados jipes de bolso como o Pinin, Vitara, Jimny, etc…

    Amanhã vai ser dia de ir à inspecção com o meu. Conto com uma aprovação sem anotações como tem sido apanágio do bichinho.

  4. nuno_br

    O carro já foi há um mês à inspecção sem qualquer problema!
    Ontem não pude deixar de aproveitar a chuvinha e a terra molhada para ir dar uma volta pelo monte. O Panda continua a não desiludir!

  5. antonio_pinto

    Aqui vão algumas “dicas” para o teu PANDA.

    1- A “caixa” é de facto imprecisa (defeito de fabrico), mas se os “tirantes” tiverem folga as mudanças só entram com GPS. Existem umas anilhas e casquilhos de afinação que resolvem em parte o problema.
    2 – A Fedima (Espanha) tem ainda pneus TT na medida 165 mas recauchutados e que não são nada caros, que já uso à bastante tempo (já vou no terceiro ou quarto conjunto) que servem bastante bem.
    Costumo só utilizar “cardados” no eixo traseiro porque em viagens maiores, o barulho … …
    3 – Reduzi bastante o ruído no habitáculo colocando por baixo da “alcatifa” (desde o tablier até aos bancos da frente) um isolamento feito c/ lã de rocha de 5 mm.
    4 – A bóia do manómetro de combustível deve estar desafinada mas só se consegue resolver desmontando o depósito. Quanto à luz de reserva, se acender c/ 1/4 de depósito, já só terá +- 8 litros. Para quem anda no campo … … …
    5 – Se o PANDA não atinge a temperatura a temperatura normal de funcionamento, +- 88 graus, tens dois problemas, falta de rendimento e um aumento de consumo. Se o manómetro estiver a funcionar bem, pode ser a sonda avariada (parte de traz da cabeça do teu lado esquerdo). Pode ser também o termostato que avariou e felizmente aberto (tampa que fica por baixo do distribuidor).
    6 – Arrancar em 2ª dá cabo do disco de embraiagem (queima).

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